sábado, 30 de janeiro de 2010

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

CULTURA MARCIAL FILIPINA

CULTURA MARCIAL FILIPINA
De Mark Wiley: Tradução – MasGuro Paulo Albuquerque.
Capítulo V
INTRODUÇÃO
Na época em que os filipinos não possuiam senso de nacionalismo (como ficou evidente
pela habilidade da Espanha de dominar o arquipélago pelo método de dividir e conquistar)
em épocas de opressão nacional ou regional, os praticantes das artes marciais filipinas
foram responsáveis por iniciar vários movimentos revolucionários. Nos tempos de tensão
os filipinos retomam as suas raizes marciais e espirituais – passando a utilizar amuletos e
rezas, e formas indígenas de artes marciais para proteção e consolo. Não é nenhuma
surpresa, então que a cultura marcial filipina e o caminho de vida do guerreiro seja uma
parte tão integral da sociedade Filipina.
Para o Mandirigma não havia nada de mais moral do que treinamento aplicado, controle
sobre a mente e emoções, e contato e controle do mundo espiritual. A manutenção desta
moral é talvez o que faz os guerreiros filipinos tanto temidos quanto respeitados.
Maliszewski escreve que “o papel do guerreiro tem tido uma posição de importância para
muitas culturas historicamente, com a eficácia das estratégias de combate e habilidades de
guerreiro geralmente determinando o curso da história e a continuação da existência de
grupos de pessoas.”
Normalmente pretendendo tomar a iniciativa quando confrontado, o mandirigma tende a
agir primeiro, sofrendo qualquer consequência, e isto reflete nas ações mais tarde na
história. Para tal, ele desenvolveu métodos eficientes de desarmar, desabilitar e despachar
um oponente em segundos. Uma das mais importantes distinções das artes marciais
filipinas, o oposto de outras artes marciais asiáticas, é que elas são baseadas em métodos de
ataque. Apesar de técnicas de contra-ataques e defesas existirem com certeza, a iniciativa
do combate é algo principal. Nas Filipinas, a profissão de soldado era valorizada e
admirada, ao ponto de se tornar um dos princípios guias da cultura.
Deve ser notado, contudo, que isso era uma necessidade, já que os Filipinos estavam
sempre em desvantagem numérica nas batalhas. Os Mandirigma, então, tinham que se
basear em técnicas de combate desarmado sofisticadas para matar o maior número de
oponentes que ele pudesse no menor tempo possível. O conhecimento sobre planos de
batalha, fisiologia humana, escolha e uso de armas, e habilidade de prever as intenções do
oponente antes que ele tivesse a oportunidade de iniciar as ações, foram adquiridas durante
a repressão continua e rebelião da vida do dia-a-dia das Filipinas. O sucesso do guerreiro
em combate desarmado dependia do seu entendimento e uso de diversos artefatos culturais,
nas forma de lutas físicas, armas, rezas e amuletos.
Dimensões das artes físicas
A frente da cultura marcial filipina estão as características físicas das artes de luta
armadas e desarmadas. Para o guerreiro Filipino o desenvolvimento das habilidades de luta
físicas tiveram prioridade sobre todo o resto, o que é compreensível, dado a história de
guerra das Filipinas. Para exemplificar isso, Demetrio escreve que a história de Mindanao é
baseada em herança de combates e conflitos entre os diversos grupos étnicos e tribos das
Filipinas: “Maranaos lutando contra os Sulus, os Sulus lutando contra os Iranus, Os
Maguindanaos lutando contra osBuaynes, Os Titurays lutando contra os Maguindanaos, Os
muçulmanos do sul lutando contra os espanhóis e os cristães Visayans na baia norte de
Mindanao. Os Bagobos lutando contra os Bukidnons; o conflito de piratas entre os
Muçulmanos e muçulmanos do mar desde Jolo até a peninsula Malaya.”
Ao guerreiro filipino foi ensinado as habilidades relacionadas ao combate em três
níveis: Tácticas com armas, tácticas desarmadas e habilidades de cura. A necessidade de
estar bem armado e preparado para lutar a todo o tempo era comum no dia-a-dia do
Mandirigma. Como resultado, técnicas com armas foram ensinadas antes das com mãos
vazias. Isto é um grande contraste em relação a progressão comum da maioria das artes
marciais asiáticas, que consideram habilidades de combate desarmado como pré-requisito
para aprender técnicas de armas. (Armas são consideradas por eles uma extensão das mãos
vazias).
Técnicas de combate armado e desarmado foram desenvolvidas. O treinamento de
armas é dividido em 5 categorias de armas: Armas de Corte e estocada, armas de impacto,
armas de projétil, armas flexíveis, e protetoras. Estas armas podem ser agrupadas de acordo
com uma ou mais destas seis características: solo ou double, longa ou curta, pesada ou leve,
curvada ou reta, lamina simples ou dupla, e para ser segurada com uma mão ou duas.
Quatro categorias de técnicas desarmadas foram desenvolvidas: Técnicas de Ataque com
mão, Técnicas de chute, técnicas de agarrar, e técnicas utilizando pontos de pressão.
As técnicas de ataque com a mão eram feitas com a mão aberta ou fechada, socando dando
cuteladas, rasgando, usando a ponta dos dedos, ou beliscando. As técnicas de chute incluem
ataques em todas as direções, joelhadas, rasteiras e desequilibrios. A fase de agarrar
consiste em chaves nas juntas e quebrar, estrangular, segurar e manobras no chão. O uso de
golpes em pontos nervosos pode ser empregado quando golpeando, chutando ou agarrando
que quando implementado dá uma paralisia temporária nos membros do oponente. Isso
permite ao Mandirigma amplo tempo para se repor se a situação pedir, e terminar o seu
oponente. Este conhecimento de pontos nervosos veio somente com a compreensão da
fisiologia das tradições de cura indígenas.
Apesar de haver um número vasto de artes marciais nas filipinas, o sistema baseado
em armas é comum para todas. De fato, há 4 estágios de aprendizado nas artes pelas quais
todas as técnicas de um sistema podem ser categorizadas. O primeiro estágio é chamado de
Muestracion ou demonstração. Durante esta etapa introdutória ao estudante iniciante é
ensinado os vários tipos de passadas, sequencias de ataque, ângulos de ataque, e várias
defesas. Durante esta etapa o estudante deve observar a demonstração do treinador,
professor ou mestre e tendar mimetizar seus movimentos. O segundo estágio de
aprendizado é conhecido como Sangga at patama, e se refere aos treinamentos de bater-elevar.
Nesta etapa os estudantes começam a aplicar suas técnicas de luta em exercícios préarranjados
com um parceiro. Alguns destes métodos mais gerais de luta, ou como os
filipinos chamam “estilos”, incluem o Ocho-ocho (8 imaginário), rompido (sobe e desce),
banda y banda (lado a lado), palis-palis (acompanhar), lastiko (elástico), redoble (laço),
redonda (circulo), abaniko (leque) e sinawalli (tecer). O terceiro estágio consiste
geralmente da prática de luta a curta distância e é conhecida como labanan maalapitan.
Praticantes geralmente empregam seus “estilos” defensivos em luta a curta distância com a
guarda fechada (tindig serrada). O quarto estágio de aprendizado é chamado labanang
malayuan e consiste da prática de luta a longa distância. Nesta distância “estilos”
defensivos são geralmente executados a partir da guarda de combate aberta (tindig abierta).
Deve ser notado que estes 4 estágios de aprendizado são arbitrários e não são seguidos por
todos os professores. Ao invés disso, há etapas que são seguidas até algum ponto mas
podem ser rearranjados para servir as necessidades de um estudante ou professor. Os
últimos dois estágios irá variar se o estilo focaliza em longa ou curta distância. Desta
forma,
os niveis 3 e 4 podem ser trocados durante o processo de ensino. Depois que um estudante
passou com sucesso através destes 4 estágios de aprendizado eles serão introduzidos ao
Labanang totohanan ou combate atual – lutando com oponentes reais em testes de
habilidade e coragem.
O treinamento físico do mandirigma era considerado incompleto sem as habilidades nas
artes de cura. Existe muita “Pajelança” na cultura filipina, que vai desde a massagem básica
e quiroprática (hilot) e a administração de hervas (albularyo), até cura psíquica (espiritista).
De um ponto de vista prático, saber como se aplicar primeiros-socorros em si próprio, eu
colocar no lugar o osso de um guerreiro companheiro poderia ajudar em uma batalha.
A tradição do Hilot foi historicamente ensinada apenas aos herdeiros familiares, e é
normalmente associada com as habilidades de uma parteira. Apesar dos avanços da
tecnologia médica nas Filipinas hoje, há ainda muita fé nestes curandeiros tradicionais – as
habilidades que são reminescentes da acupressura, acupuntura, chiroprática, herbologia e
homeopatia.
Ideologia Espiritual e religiosa
No “As danças da ilhas esmeralda”, Leonor-Orosa Goquingco divide o povo Filipino em
seis grupos religiosos: Grupos Cristães Principais, Grupos cristães menores, Grupos
muçulmanos (moro), Grupos pagães principais ou grupos tradicionalistas, Grupos Negrito
ou Dumagat, e grupos de multiplos credos (como os grupos parcialmente pagãos e
parcialmente cristães).
Na Sociedade Filipina contemporânea, um número substancial de Filipinos “Cristanizados”
praticam artes marciais que derivam de um patrimônio antigo de embasamento muçulmano.
Estes fundamentos incluem as roupas muçulmanas como uniforme tradicional, a possessão
de amuletos animisticos (agimat) e orações recitáveis oralmente ou mentalmente
(Orasyon), católicas, muçulmanas e animistas. Contudo, é difícil indentificar as
característcias étnicas e visão do mundo do guerreiro filipino baseando-se apenas na sua
orientação religiosa. Isso mostra em particular que os praticantes de artes marciais filipinas
raramente seguem fielmente qualquer doutrina religiosa em particular, mas ao invés disso
adotam ideologias religiosas multi-culturais. Por isso, pode-se dizer com certeza que o
guerreiro filipino é um grupo de muitas crenças.
Ainda que os Filipinos tenham orgulho de ser a única nação predominantemente católica na
Ásia, suas raizes são fundamentadas em um patrimônio cultural antigo de credos animistas.
Até hoje estes credos permeiam a observância da Cristandade pelo guerreiro filipino. Os
filipinos são tão orgulhosos de terem adotados a fé católica que alguns mestres
contemporâneos de Kali, Arnis e escrima associam a fundação das artes marciais com o
Santo Niño, a imagem de Cristo como rei criança e patrono de Cebu. Alguns praticantes
acreditam que o bastão do Santo Niño é geralmente descrito como um bastão de Eskrima.
Apesar destes credos não fazerem sentido em um sentido histórico, o credo e a fé do
Mandirigma em D us não é menos importante do que sua preparação para combate.
O Credo no poder subrenatural dos espíritos ocupa a alma do Mandirigma. O guerreiro
Filipino reconhece a santidade de D us, mas não se esquece da sua crença que os espíritos
antigos (anito) moral no mundo natural que o envolve. Este credo no mundo sobrenatural
prevaleceu em Luzon, os Visayas, e Mindanao por pelo menos 4 séculos. O mandirigma
acredita que o crucifixo quando repleto de pedras de talismã, formam amuletos, chamados
de Anting-anting. Estes amuletos aram abençoados com orações, geralmente em latim,
conhecidas como Oracyones. Estes artefatos culturais geralmente aumentam a coragem do
guerreiro e procuram protegê-lo do perigo. Os guerreiros filipinos esquecem de seu próprio
mérito desenvolvido pelas artes marciais para acreditar que suas habilidades são
manifestações espirituais, o que não é diferente da crença de Sansão que seus poderes
estavam em seu cabelo, e assim perdeu seus poderes quando Dalila cortou seu cabelo.
Se acredita que o anito (conhecido como Diwata na área dos Visayas) não escolhe sua parte
humana, mas o mandirigma, de fat, controla o poder do anito. Filipinos acreditam no poder
dos espíritos para influenciar as vidas de homens para o bem e para o mal. Além disso,
Demetrio, se referindo aos Engkanto , escreve: “Os aspectos de santidade quando se
experimenta os engkanto se manifestam parecem ser demoniacos... não conduz ao descanso
ou calma no fim da adoração, mas a agitação e excitação cobertos de ansiedade.”
Interessantemente, se acredita que os espíritos podem ser controlados pelo homem através
de confissão, sacrifício, e rezas – uma mistura sincrética de animismo e catolicismo.
O guerreiro filipino coloca uma grande dose de fé no poder da Orasyon para prover sua
habilidade de controlar os espíritos para seu benefício. Ele fica muito próximo a eles
quando está engajado em combate mortal. Orasyones são palavras, frases ou estrofes que se
considera que possuem poderes místicos quando recitados mentalmente ou oralmente.
Considerados atos divinos de proteção e manifestação de poder, esta possessão não é
limitada aos praticantes de artes marciais. Estas orações também servem para trazer boa
sorte aos recém-casados para um casamento feliz, ou para os fazendeiros terem uma
colheita abundante. Estas orações geralmente podem ser achadas em livros chamados de
libritos. Estes pequenos livros contém muitas orações devotadas as artes marciais em
diversos níveis, como ter habilidade em afiar a espada, para proteção contra emboscada,
para manter uma mente focalizada em combate, para a habilidade de desarmar um
oponente, para quebrar sua arma, ou ofuscar sua mente quando estiver engajando em um
duelo.
Abaixo uma lista de sete das mais comuns “Orasyones” Genéricas (relevantes para o
guerreiro filipino) e seus significados:
- Licum Salicum Solorum - Uma oração para desarmar o oponente.
- Oração de San Pablo contra armas de foigo – Uma oração contra armas de fogo e
outras armas de projétil.
- As paghasa ng patalim – uma oração para habilidade de afiar uma arma
- Upang Hindi mabigla ng kaaway – uma oração contra emboscada
- Upang Hindi matakot – Uma oração para coragem ou conquistar o medo
- Pagsira ng loob ng kaaway – uma oração para enfraquecer o espírito do inimigo.
- Jesucristo maria bedrena et curo tenaman – uma oração para enfraquecer o inimigo.
Deve ser notado que muitas destas rezas para serem “eficientes” devem ser herdadas.
Como as artes antigas de Silat e Kali, as oracyones dos guerreiros filipinos, também são
consideradas mana (uma herança ou relíquia de família que deve ser passado de pai para
filho, ou de mestre para discípulo). Quando um possuidor está em seu leito de morte ele
deixa um herdeiro para tomar conta da prática da guham (poder ou força) e kalaki (Valentia
ou virilidade). Se nenhum seguidor é apontado ou disponível, o possuidor deve rasgar a
Oracyon em pequenos pedaços e comê-la, misturado no samporado, uma mistura de arroz,
chocolate, leite e açucar. Somente ai o anito ou engkanto fica livre.
Orasyones tem sido preservadas através de tatuagens no corpo do possuidor ou arma na
antiga escrita baybayin ou latim, sanaskrit, jawi, ou qualquer combinação. Cato escreveu:
“Os moros fizeram em algumas épocas, colocaram frases do Qur an (Corão), escrito em
Jawi, nas superfícies das suas Kris para confudir o seu significado caso uma pessoa errada
tentasse traduzir estas orações (e usar para seu benefício próprio), abreviações sempre
foram usadas para a maioria das palavras. Enquanto este método de preservação impedia
que a pessoa errada usasse a orasyon de alguém, não era incomum que o herdeiro de direito
não entendesse os vários dialetos nos quais a reza estava codificada, se tornando incapaz de
interpretar o significado e invocar os seus poderes.
De acordo com o folclore o mandirigma também fazia atos específicos como um esforço
para contra atacar as orasyones que o seu inimigo possuia. Por exemplo, antes de enfrentar
um oponente que se acredita possuir uma Orasyon que o torna mais resistente ao corte, o
guerreiro esfregava sua espada em arroz cozido para tirar o efeito da Orasyon do inimigo.
Outra conecções sobrenaturais com as artes marciais podem ser encontradas entre os
Bagobo de Mindanao que acreditam que eles ganharão a vitória quando em combate
enquanto estiverem sob a proteção de duas deidades: Mandarangan e sua esposa Darago.
Para ter acesso as estas esferas de proteção, os guerreiros Bagobo oferecem presentes e
sacrifício, dando aos deuses um mínimo de duas vidas humanas. Além disso, o Manobo de
Mindanao acredita que a divindade espiritual Apila é o D us da luta de chão e deve ser
honrado para usar a arte com eficiência em combate.
Possuir Orasyones é importante, mas o mandirigma não tem menos fé no uso de amuletos.
Apesar da orasyon ser um protetor poderoso, é geralmente acompanhado de um talismã ou
anting-anting. Como orasyones, contudo, antig-antings são objetos que devem ser
carregados, ou até mesmo tatuados no corpo para terem efeitos. Mais do que uma frase
mágica, anting-antings são objetos de poder divino. Além disso, a forma o qual estes
objetos assumem é variado como seus poderes. Eles podem ser pedras ou depósitos
minerais achados nos corpos de animais, uma presa de cobra ou dente de crocodilo, um
pedaço de coco polido, uma raiz de forma estranha ou uma erva, raizes de frutas, uma
camisa mágica, partes de esqueletos de crianças, um pedaço de papel inscrito depois de
abençoado. Apesar de anting-antings assumirem várias formas, é sua cerimônia na sextafeira
de fé que facilita sua transformação de feitiços de boa sorte em médius espirituais
poderosos. Esta cerimônia, contudo, também é conduzida em uma igreja, mas sem estar
conectado propriamente com a Igreja
Como Orasyones, anting-antings devem ser herdados ou seu poder desaparecerá
rapidamente. Geralmente, um talismã é dado por um pai ao filho no seu leito de morte, ou
dado como presente de fé de um mestre para um estudante antes do estudante entrar em
uma patayan, ou “Confronto mortal”. Não importando o método de transmissão, o pode de
um anting-anting é perpetuado somente se for de vontade própria. Um turista pode comprar
qualquer número de anting-antings de vendedores nas ruas de quiapo, mas estes são
considerados patay (sem vida) porque eles foram comprados e assim não tem poderes
espirituais.
Um erro comum dos ocidentais é associar anting-antings com uma religião. St;
Claire, um espanhol, diz que os anting-antings são “remanescentes do que era chamado de
religião das pessoas das Filpinas”. Isso é uma visão ampla que reflete a falta de
conhecimento sobre os nativos Filpinos por parte dos espanhóis, durante as paradas iniciais
no arquipélago. Em oposição, Anima, um Filipino disse que associar Anting-anting com
religião é ridículo e absurdo. Aúnica coisa que ambos tem em comum é o “poder de
proteger o usuário do perigo”. Além disso, eles viajam em caminhos separados para
objetivos opostos. Apesar de isso não ser tradicionalmente associado com a doutrina oficial
católica ou muçulmana, o credo nos anting-anting É tecido sincreticamente nestas fés pelos
mandirigma, criando um tipo de religião tradicional marcial. O credo do guerreiro filipino
no poder dos espíritos para protegê-lo através do uso de amuletos e talismãs, abençoado
com orações e santos patronos, é sua expressão nas religiões do mundo. Além disso, como
Reid escreveu “As rezas de ambas as religiões das escrituras tem sido amplamente
incorporadas em rituais de conciliação dos espíritos; líderes católicos e muçulmanos
deixam taticamente as cerimônias importantes depois de ter dito suas rezas, para não ter
que
testemunhar rituais que eles não poderiam aprovar”.
Foi a CUNNING dos FRIARS espanhóis que viram a religião como uma forma de
unificar, subjugar e daí conquistar os nativos filipinos. Eles venderam a idéia do
catolicismo aos nativos através da produção de amuletos com o simbolismo cristão e as
figuras dos santos conquistando o mal. É interessante notar que em um determinado
amuleto está pintada uma cena em que São Miguel, segurando uma espada sobre seu ombro
direito, montado em um cavalo e TRAMPLIG o demônio. Nos sistemas “Clássicos” de
eskrima, o golpe que começa do ombro direito e termina no quadril esquerdo se tornou
conhecido como tagang San Miguel (o golpe de São Miguel). A partir daí é fácil ver como
tais talismãs se tornaram erradamente parte da religião. Apesar de não ser parte da religião
propriamente dita, anting-anting é uma expressão distinta do do passado do Mandirigma e
apresenta crença no poder dos mundos religiosos e espirituais para afetar sua habilidade em
combate homem a homem, e então vencer suas batalhas.
Um conceito geralmente associado com os moros do sul das Filipinas (mas
certamente não apaenas neles), é o parang sabil, ou seja the WAGING de guerra em nome
de D us. Isso se refere a Jihad, ou “Guerra Santa” contra aqueles que ameaçam a expansão
do Islam. É um ritual religioso do Q ram que é usado apenas para as situações em que todas
as formas de resistência organizada falharam. Khadduri nota que o Jihad foi “empregado
como instrumento para tanto a universalização da religião e o estabelecimento de um estado
imperial reconhecido mundialmente.”. Na sociedade Islâmica Filipina contemporânea,
parang sabil se tornou um termo genérico para os épicos folclóricos que expressam suas
batalhas contra os colonizadores cristãos genocidas espanhóis.
O Jihad, refletindo as relações adversas normais entre os muçulmanos e os demais,
foi o instrumento do estado para transformar o dar al-ahab (ABODE de guerra), em o dar
al-islamb (ABODE do islam). Isso reafirmava a base das relações intergrupais através da
instituicionalização da guerra, como parte do sistema legal muçulmano e fez uso disso,
através da transformação da guerra em “guerra santa” designada para ser contra aqueles que
não são muçulmanos. Isso não é diferente dos cruzados cristãos ou da ocupação espanhola
das Filipinas.

Kali Silat Brasil

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Para enteder melhor o kaliman

" Seremos um circulo,sem início nem fim,respeitaremos todas as artes e ciências, praticaremos todos para aprender a nossa arte, por meio do corpo e da mente , atingiremos a alma; esta é a nossa arte : Kali Silat sina tirsia walli "

"Eu prometo para o criador no céu e meu instrutor na terra que vou dar valor ao conhecimento recebido, e escrever o ensinamento em meu coração.."


"Eu me curvo diante você por respeito, não por submissão.

Eu estendo a ti a mão de amizade, pois eu prefiro isso a mão da guerra.

Eu treino para ser um guerreiro com sabedoria."

"Eu estou preparado para combater você.

Mesmo sabendo que sua habilidade por ser maior do que a minha.

Não temo que meu corpo físico caia morto à sua frente.

Pois meu espírito se levantará novamente.

Ele é invencível."

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